O mundo do futebol já foi palco de diversos confrontos marcados pela extrema violência em campo, com alguns se destacando devido ao impressionante volume de cartões distribuídos. Em partidas carregadas de tensão, rivalidade e decisões controversas, os árbitros se viram obrigados a aplicar punições repetidas vezes, resultando em recordes surpreendentes.
Um dos episódios mais emblemáticos aconteceu na Argentina, durante um embate entre Claypole e Victoriano Arenas pela quinta divisão do Campeonato Argentino em 2011. O árbitro Damian Rubino registrou um recorde absoluto de 36 cartões vermelhos, expulsando todos os jogadores em campo, além de reservas e membros das comissões técnicas. A partida foi marcada por uma confusão generalizada que levou ao encerramento precoce do jogo.
No cenário do futebol profissional de elite, destaca-se o confronto entre Portugal e Holanda nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2006. Conhecida como a “Batalha de Nuremberg”, essa partida registrou um total de 16 cartões amarelos e 4 cartões vermelhos, somando 20 punições ao todo. O árbitro russo Valentin Ivanov enfrentou dificuldades para conter a tensão entre os atletas, em um duelo repleto de entradas duras e discussões acaloradas.
Na Copa Libertadores, um dos registros significativos de cartões ocorreu no jogo entre Boca Juniors e Sporting Cristal em 2023. A arbitragem aplicou 12 cartões amarelos e 5 vermelhos, tornando essa partida uma das mais indisciplinadas da competição. Por ser conhecida pelo seu futebol intenso, a Libertadores frequentemente presencia confrontos com alto índice de cartões.
Com a implementação do VAR, é esperado que o número de cartões aumente, uma vez que lances que passavam despercebidos anteriormente agora são revisados minuciosamente. Esse fator influencia diretamente no comportamento dos jogadores e na estratégia dos treinadores, que buscam evitar suspensões capazes de comprometer o desempenho da equipe ao longo da temporada.